Minha avó: um mulherão da p*

Em 22 de agosto de 1939 nasceu a mulher mais foda que eu poderia conhecer na vida.

Até porque sem ela eu talvez nem estivesse aqui pra honrar sua memória.

Contra todas as estatísticas, e mesmo assim fazendo parte de algumas pouco agradáveis pras mulheres de sua época, ela criou seus 8 filhos com todo o amor e dedicação que ela conseguiu gerar em si sob circunstâncias que só Zeus sabe.

Não bastasse a ralação de fazê-lo entre 1960 e 1985, anos inóspitos pra mulheres pobres e solteiras, fez isto sem suporte de nenhum marmanjo e estendeu aos primeiros 6 a 8 netos o mesmo amor e dedicação dispensado aos filhos.

Há alguns meses ela não vive mais entre meus abraços esparsos, mas certamente cada molécula de amor e de esperança de dias melhores, de luta e de superação que transitam em minha existência eu dedico a esse mulherão da porra que minha avó IRACEMA DE OLIVEIRA sempre foi.

A ela toda a honra, hoje e para toda a eternidade!

Obrigado, vó!

🙏🏼

Compreendendo o Intervencionismo

Em 27/11/2017 no Facebook:

Ainda que eu discorde do discurso dos Intervencionistas, eu compreendo totalmente sua motivação.

Batalhando há mais de dois anos contra picaretagem escancarada na adm. do condomínio onde moro, tentando manter informados das normas a serem seguidas e mobilizados os condôminos pra que as coisas funcionem minimamente bem, chega uma hora que a gente percebe que a única saída parece ser apelar pra ignorância mesmo.

E apelar pra ignorância é uma assunção esculachada de incompetência da inteligência, porque como dizem nos fronts, é com fogo que se combate o fogo. (Ou algo assim!)

Os meios legais, o diálogo, a paciência não servem de porra nenhuma quando você vive num país repleto de ignorantes, aproveitadores, preguiçosos e aquela parcela iluminada de gente que simplesmente está pouco se fodendo pro próximo porque acha que nunca será afetado por estar acima disso tudo.

Percebem?

Não adianta xingar o nem o [boçal do] Bolsonaro. Milhões de pessoas vão votar nos dois porque simplesmente ninguém está nem aí ou não teve formação escolar adequada que o habilite a compreender o tamanho da merda em que estamos todos.

Nosso desafio enquanto democracia jovial e frágil é forjar nessas pedras brutas que chamamos de “Consciência Política” a habilidade de dialogar e construir soluções, FROM THE SCRATCH!

Vai dar uma puta mão de obra e duvido que nossa geração colha frutos desse semear. Mas me parece ser infinitamente mais promissor do que esperar a volta do messias (o de Jerusalém, PLMDDS!) ou que um meteoro do tamanho do estado Amazonas venha nos livrar de nós mesmos.

Não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo. -Paul Pilzer

Ah, o álcool esse pretexto danadinho

O consumo de álcool sempre esteve presente em diversos ritos ao longo dos séculos e da mitologia. Quem estudou o Ensino Regular ou foi minimamente curioso sobre as origens das diversas bebidas alcoólicas (http://br.drugfreeworld.org/drugfacts/alcohol.html) sabe disso. Ao longo de minha curta vida eu pude experimentar episódios que remontam alguns daqueles registros históricos.

Annonymous Alcoholic

Mas se por um lado eu tive alguns prejuízos materiais e morais, e isto não inclui ter sido molestado (risos), por outro lado me permitiu aprender também que este dito acaba por exercer um papel um tanto quando assustador na vida da gente quando estamos passando por problemas, sejam eles quais forem, desde pequenas paranóias até problemas profissionais e familiares.

Tendo vivido bons e maus momentos, passei a deixar de lado a imprudência juvenil do consumo descuidadoso de álcool e só então pude manter com ele a estrita relação do prazer da degustação e do torpor controlado.

Infelizmente não é o que se vê por aí e neste sentido eu sou apoiador da Tolerância Zero para álcool e direção. A recente escalada do rigor da punição para quem for pego dirigindo sob efeito de álcool pode não ser uma solução definitiva (e não será) para o problema, mas certamente vai fazer alguns sabidos pensar bem antes de se aventurar.

Entretanto a minha motivação em escrever este post de hoje nem tem nada a ver com bebida e direção. Tem a ver com a infalível capacidade do álcool de reduzir as faculdades mentais das pessoas a um estado tão primitivo e selvagem que me causa profunda descrença na humanidade.

Se você aprecia o consumo de álcool, tenha pelo menos o cuidado de entender como aquelas reações químicas afetam sua vida e a vida das pessoas que te cercam.< !> Quem sabe você consiga dar um passo adiante neste hábito tão controverso e não mais estrelar episódios vexatórios.