Respeitáveis Compatriotas, Votem Comigo no 3º! OU “Férias pro discurso de ódio”

Respeitáveis compatriotas,

Queria não ser forçado pelo temor de tempos ainda mais obscuros a escrever isso.

Infelizmente em 2018 não temos candidatos que são capazes de salvarnos de nós mesmos e biblicamente “salvar” o país de uma derrocada ainda pior. Não tivemos em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, em 2014 e capaz que nos próximos 50 anos também não teremos.

E isto é um fato, não uma opinião pessoal eivada de ideologias ou leitura de VEJA!

Eleitor Brasileiro por Andre DahmerBy @andredahmer

Pelo simples fato de que nossas escolas e Universidades, nossas câmaras legistativas municipais e estaduais NUNCA, JAMAIS FORMARAM MILAGREIROS E TAMPOUCO CIENTISTAS POLÍTICOS CAPAZES DE APLACAR O DESEJO INFINDÁVEL DE LOCUPLETAÇÃO PESSOAL DO BRASILEIRO.

Dito isto, queria convidá-los a uma reflexão pragmática: nestas eleições (e nas seguintes), precisamos perseguir candidaturas comprometidas com a solução de problemas cujos reflexos ultrapassam gerações, e cuja solução transcende às casas legistativas e os curtos mandatos dos pouquíssimos brasileiros realmente dispostos a fazer a diferença sob a bandeira do altruismo humanitário.

Aceitemos que este perfil raro tem que ser construído ao longo dos anos e que isso precisa começar em algum momento da nossa história.

O cenário exposto pelas pesquisas recentes indica que, numa análise sóbria e desapaixonada, a única candidatura que se aproxima das necessidades apontadas ali e com reais chances de NÃO AFUNDAR O PAÍS NUMA PERIGOSA CRISE CIVIL, CULTURAL, ECONÔMICA entre outras é o 3º colocado das pesquisas.

Você pode não gostar do Ciro Gomes por ter acreditado em décadas de difamações contra ele.

MAS NÃO SE TRATA DE VOCÊ! Se trata de mais de 200 milhões de brasileiros, a maioria dos quais está tão fodido que nem vão pensar duas vezes em votar pela própria sobrevivência ante as claras ameaças que um certo candidato oferece com suas propostas vazias e odiosas.

É por isso que o segundo colocado avançou tanto e favorece um cenário já visto em 2014!

Enquanto cortava o cabelo hoje o outro barbeiro da loja disse que “desde Jesus Cristo, quando o povo tem que decidir eles preferem salvar o ladrão!” Nem preciso dizer que se tratava de um eleitor do Jair temendo uma vitória do candidato do PT, cogitando apoiar uma candidatura que “retire do povo o poder de fazer merda” (SIC).

Pensem com algum senso de responsabilidade e #VotaComigo no #Ciro12 e vamos construir juntos entre 2019 e 2022 condições pra que o debate político no Brasil saia da 5ª série fundamental e avance gradativamente pra que tornemos o Brasil um país mais hospitaleiro, inclusivo, socialmente responsável, ambientalmente sustentável, economicamente forte e viável…

Vota comigo pra dar umas longas férias pro protagonismo perigoso dos discursos de ódio que ganharam terreno e pode enfiar o país em uma escuridão de ideias.

Aos amantes do PT, vem comigo! Votem no 3º!

Aos votantes Em Branco ou Nulo, vem comigo! Votem no 3º!

4 anos são uma eternidade pra quem vive em condições extremas enquanto exercemos nossas paixões nas urnas…

Se você leu até aqui, obrigado e desculpa se não fui claro!

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Michael Lourant — sentindo-se apreensivo a 6 dias da 13ª eleição majoritária desde a redemocratização da República Federativa do Brasil.

Que tal uma pausa pra “pensar” sobre as Eleições de 2018

Pense o voto
Pensar um pouco custa menos do que se imagina!

Observando atenciosamente a esculhambação que já se anuncia em função das campanhas eleitorais algumas constatações são assustadoras e convido-os a refletir sobre elas:

  1. Nas próximas eleições teremos que lidar com o risco de ser eleito um personagem que representa a mediocridade de um segmento da sociedade que foi insuflado nos últimos 24 anos pela negligência com a qualidade da educação e do fomento ao senso crítico nos cursos de ensino superior;
  2. Por mais que nos falte a capacidade de admitir, somos parte da geração que favoreceu este cenário tolerando o entendimento tacanho de que “política, futebol e religião não se discute” e outras frases alienantes do gênero. Política se discute sim e o fato de não termos feito isso de modo responsável fortaleceu a ascensão de um personagem nefasto que se sustenta pela robustez do senso comum alimentado com frases de efeito de programas policiais de 5ª categoria na TV aberta.
  3. É meio tarde pra tentar ensinar as pessoas sobre as consequências de votos de protesto e afins. Mas não custa nada tentar demonstrar que um voto impensado nestas eleições pode estender por mais 4 anos a instabilidade que tomou conta do país desde 2014 quando os eleitores colocaram no segundo turno Aécio Neves e Dilma Rousseff.

Procure saber quem são os candidatos, conheça as propostas deles e procure aquele que representa para toda a sociedade perspectivas de solução para distorções históricas.

Outro dia postei aqui  uma lista de alguns dos pré-candidatos pra que vocês pesquisarem sobre e quem sabe participar de rodas de debate entre seus amigos e familiares pra tentarem fechar consenso em torno de uma candidatura que não vá nos causar mais problemas do que trazer soluções a partir de 2019…

Permissa Venia – Caso do Bombeiro “herói”

Na última semana o noticiário local e os grupos de WhatsApp “bombaram” uma notícia que a meu ver é bem mais triste do que parece:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/12/03/interna_cidadesdf,645089/bombeiro-furta-viatura-e-e-parado-a-tiros-proximo-do-congresso.shtml

Sem nem ter lido todas as especulações sibre o caso nos jornalecos por aí, sou capaz de apostar que o camarada que pegou o carro de bombeiro não estava realmente decidido em fazer o que muitos de nós acharíamos “heróico”.

1º por causa do horário — Qualquer brasiliense roots sabe qual o horário mais apropriado pra um ato terrorista no Congresso de modo a surtir o efeito desejado, e um carro de bombeiro jamais seria a melhor ferramenta.

2º porque, como foi amplamente noticiado, tratou-se de um surto — Um ato “heróico” requer frieza e cálculo e portanto dirigir mais de 20 km até seu alvo em alta velocidade num carro com rotolights e sirenes ligados é no mínimo uma demonstração de desequilíbrio psicológico.

Espero que o cara fique bem e se resolva com as questões pessoais dele, com amparo da família e coisas do tipo.

Mas infelizmente a solução pro nosso país passa antes pela autocrítica! Qual nossa responsabilidade naquilo de que tanto reclamamos? (Era Freud que questionava isso?)

Eu tenho exercitado minha descrença na humanidade pedindo a redenção por meio de um meteoro, mas não sem antes lutar com meus parcos recursos pelo que acredito ser minha missão enquanto cidadão: ser honesto, manter e favorecer o diálogo, compartilhar conhecimento, pensar e agir pelo bem coletivo.

A ofensa à dignidade do outro como tática pro sucesso pessoal

Minha experiência recente de morar em condomínio tem me servido de excelente aprendizado sobre o ser humano e toda sua curiosa diversidade moral e ética.

Inevitável traçar um paralelo com a cena política contemporânea onde se pode observar, com um olhar mais atento, quem são, como agem e o que pretendem os atores desse teatrinho de fezes e lodo.

Não creio ser o tal complexo de vira-lata a constatação de que brasileiro é um bicho moralmente ogro, ligando pra nada ou quase nada enquanto tenta se sobressair pra ficar uma Gillette™ por cima dos outros e contar vantagem.

Serve de consolo que não é exclusividade nossa, embora o tamanho da população favoreça a percepção, mesmo o mais desatento entre nós.

Dito isto, um dado em particular tem me chamado a atenção nos últimos anos.

As campanhas de desqualificação dos “adversários” que as pessoas fazem (e as que compram o discurso) quando tem interesse em algo são um claro exemplo de que perdeu-se quase completamente o senso de respeito à dignidade humana, garantia constitucional.

Quem ofende a dignidade das pessoas publicamente parece não ter noção dos reflexos disso, em especial a manada de pessoas que embarcam cegamente nessa postura, sem qualquer noção de contexto, de contraditório, elevando exponencialmente a dimensão do estrago.

Aqui vale a máxima: se não pode contribuir positivamente, não fode mais ainda, ok?

Vamos nos fazer a gentileza de estar mais atentos a estas coisas pra não sermos corresponsáveis por histórias trágicas que podem decorrer dessas campanhas de ofensa à dignidade.

Chêro!

Los Macacos y Nosotros

Se você pretende, ainda que por tédio, entender o porquê da situação miserável que o mundo vive, basta lembrar da experiência de uns cientistas aí com os Macacos¹.

5 macacos
Alegoria dos 5 macacos

Poucas coisas são tão representativas do quanto será difícil fazer o que precisa ser feito enquanto as pessoas seguirem agindo pelo condicionamento a que estão irrevogavelmemte expostos.
É mister invocar a lembrança de que as maiores revoluções da humanidade foram protagonizadas por indivíduos ou minorias de indivíduos.

1. Por falta de tempo não achei fonte adequada sobre o tema.

Merendas e SP — Você tem fome de quê?

Assista antes de ler: O Gosto da Merenda (Revista Trip)

Eu sempre estudei em escola pública. Tenho muito orgulho de ter tido os melhores professores que um filho de mãe solteira, sem grandes posses materiais poderia ter.

Diferentemente de muitos colegas com quem estudava nunca precisei verdadeiramente das refeições que eram servidas que pra muitos seria uma das poucas do dia.Mas guardo com muita nostalgia a lembrança do prazer gastronômico daquelas refeições simplórias que eram preparadas com tanto gosto pelas tias da cantina.

Cabe aqui relatar uma ocasião em que eu, já marmanjo, fui buscar na extinta Escola Normal de Brasíla as minhas primas Caroline e Bárbara.

Enquanto as aguardava no pátio, senti aquele aroma maravilhoso de feijão tropeiro vindo da cantina ali perto. Cheguei ao balcão com meu jeito prosa e logo falei pra tia que aquele aroma me remetera a um passado muito aprazível. Perguntei a ela se podia me servir um bocadinho daquela iguaria.

Mas é claro, meu filho! Pegue quanto você quiser. Toma aqui um pratinho, um talher e sirva-se à vontade. — Quanta ternura, meu!

Lembro-me claramente de abocanhar a primeira colherada — quem esquece daquelas toscas colheres azuis de plástico? — e viver ali um flashback hollywoodiano repleto das melhores descargas sensoriais. Não me envergonho de dizer que meus olhos marejaram. Fechei-os por um instante já com a segunda colherada na boca.

MerendasQuando minhas primas, pequenas ainda, cerca de 9 anos, saíram e me viram terminando a “merenda” deram risadas de mim sem entender o que tinha rolado ali. Eram outros tempos em nossa família. Elas jamais entenderiam. [risos]

Essa historinha torna o episódio das merendas de SP ainda mais revoltante pra mim. Essa doença terminal que são esses filhos de chocadeira desses políticos, empresários e que assola o poder público precarizando quaisquer préstimos estatais causa uma repulsa muito violenta a cidadãos que relativizam os impactos desses atos.

É como um puta soco no estômago essa sanha hipócrita de distorcer a perspectiva sobre os problemas mais urgentes de solução no país, que põem em segundo, terceiro planos políticas que garantiriam condições mínimas de dignidade e sobrevivência aos desvalidos dos guetos e metrópoles tupiniquins.
Honestamente falando, falta muita seriedade nos segmentos mais estratégicos do poder público. Nos três poderes, nas três esferas falta a determinação das pessoas de bem em chamar pra briga, se necessário, enfiar os pés na bunda de gente que não agrega valor e está ali apenas pela famigerada estabilidade financeira.

Bradar contra corrupção e relativizar mordomias a agentes públicos é o que cria gerações e gerações de picaretas que aprendem que “quando a farinha é pouca, meu pirão primeiro”.

E você? De que lado está? O que tem feito pra mudar isso? Acredita piamente que apenas “votar no menos pior” te exime da culpa compartilhada?

Entre 2013 e 2014 eu assisti os meios de comunicação repetindo sua já tradicional montagem do tabuleiro eleitoral. As colossais falhas no sistema atual favorecem esse tipo de manipulação que, aliada a um alarmante índice de analfabetismo funcional tornam fáceis as vidas dos picaretas endinheirados com recursos de grandes empresários.

Aqui estamos… Eleitores do 45 culpam os eleitores do 13 e vice-versa, em tom nada cortez. Esquerda e direita se degladiam vexatoriamente enquanto retrocedemos em questões básicas. Nesta inércia estatal bilhões são sonegados, e dos trilhões arrecadados, uma parte expressiva volta pra rentistas e mega-empreendedores às custas do sucateamento dos serviços públicos.

2018 está logo ali.

Hoje é mais uma sexta-feira.

O Real Problema da Corrupção: conivência

Os corruptos são um problema. Nenhuma novidade nisto. Desvios de dinheiro e obtenção de vantagens imorais na condução fraudulenta de um “negócio”.

Há uma classe de pessoas ainda mais abjeta e muito mais nociva à sociedade, por todo o mal advindo da corrupção. São os apoiadores, admiradores, beneficiários diretos e indiretos dos corruptos. É contra a ação e influência desse tipo de pessoas que devemos trabalhar diuturnamente. Incansavelmente!
deslumbre
Apenas minguando a força motriz que mantém os corruptos com voz ativa e platéia no coreto é que teremos condições de livrar o país deste câncer.

Pra isso funcionar temos que estar melhor preparados pra enxergar os fatos sob um viés menos ideológico. Ampliarmos o campo de visão para camadas mais externas do contexto, compreender o todo e só então eleger as partes cujos ajustes serão prioritários.

Sobre a política em nossos dias

Lá no Post It Na Testa:

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“Tenho lido e visto toda sorte de ataques e acusações de veracidade discutível a respeito dos principais candidatos aos cargos deste pleito eleitoral. Até aqui nenhuma novidade. Nem mesmo algum moribundo anseio de que um dia haja um tipo de Messias no campo político…”

Política: por que assim tão suja e tão retrógrada?

Comentário sobre a choradeira da vez: Copa do Mundo da FIFA 2014

Muito tem se visto e ouvido a respeito das indignações em torno dos preparativos para a Copa do Brasil de 2014. Todos (generalização por licença estética) desde a dita “Imprensa Golpista” até consagrados filósofos moradores de rua já tiveram seu espaço pra reclamar e esbravejar sobre o tema.
Sem fugir da regra o polêmico Luiz Carlos Prates fez o mesmo num vídeo que não vi por total desinteresse, mas prometo colocar o link aqui quando puder.
Mas o que interessa no texto de hoje, a mim pelo menos, é registrar o comentário do amigo Renato Lyon sobre o tal vídeo e também sobre o tema:

Eu conheço o Prates desde os tempos de RBS, todo dia eu o via falar sobre algo. É um babaca ignorante, sempre foi, mas dá IBOPE e por isso tem sempre uma emissora cretina dando espaço pra ele. Isto posto, vamos analisar algumas coisas:

  1. Foda-se quem vai jogar no estádio. Quando as obras atrasaram, não se sabia quem ia jogar lá. A questão não é quem vai jogar lá, seja quem for, a partida é importante para o torneio tanto quanto qualquer outro jogo é. A questão é que se assumiu um compromisso de sediar esses eventos.
    Ninguém veio aqui no Brasil implorar para que sediássemos esses eventos. Nós é que fomos lá IMPLORAR e competir pelo direito de sediar esse evento. E eu não lembro (se alguém se lembra, por gentileza me diga) de filho da puta nenhum protestando naquela época.
    Veja: uma coisa é protestar pelo excesso de gastos, obviamente superfaturados e etc. Outra bem diferente é querer atrapalhar a realização do evento agora. Não é mais hora, infelizmente. Atrapalhar o desenrolar do evento não atingiria em nada quem está nos roubando e nos prejudicando. Pelo contrário, foderia com a imagem do Brasil no exterior. Seria assinar um atestado de incompetência gerencial e técnica do nosso país. Você escolheria um país que não consegue realizar eventos do tipo pra fazer negócios ou faria negócios com a África do Sul, nosso concorrente direto como emergente e que realizou um bom evento? Percebem?
    Isso não pode ser usado como desculpa. Mas cada coisa e cada cobrança no seu lugar e hora, por favor!
  2. Eu me irrito profundamente quando falam mal da esquerda. Por quê? Porque não é porque o PT tem feito maus governos e é PARTE da esquerda no nosso país que a esquerda seja ruim. É mostrar 1/10 da verdade e tomar ela como o todo.
    A direita (Os Governos Militares inclusos) fodeu nosso país. Por dois motivos. O primeiro é que ela é tão incompetente e rouba tanto quanto a esquerda. Nosso problema com a corrupção é apartidário e cultural. E em segundo lugar, o discurso direitista no Brasil depende de somas vultosas para ser realizado, daí nos vemos nas mãos dos EUA e etc. Porque pegamos empréstimos até pra peidar mais bonito, numa mentira que dura muito pouco e não se sustenta. Ficamos com uma dívida maldita dos tempos de direita.
    Dos males o menor. Que trabalhemos apenas pra contornar e sanar um governo corrupto. Porque trabalhar pra sanar e contornar um governo corrupto e perdulario é demais.

O amigo disse o que disse e eu só pude discordar de uma coisa ao mesmo tempo que atendo a uma reivindicação dele:
EU SOU UM FILHO DA PUTA E PROTESTEI NA OCASIÃO DA “COMPETIÇÃO PARA SEDIAR A COPA”. (aqui…) Mas meu protesto foi rechaçado e taxado de antipatriota, babaca e retrógrado.
Já naquela época eu não via a menor vantagem em sediarmos a Copa justamente por não ser um retardado alienado e saber que tudo envolvendo tal evento seria nada menos que pretexto para desvio de vultosos recursos dos cofres do país a custa do suor de todo tipo de trabalhadores, os honestos e os safados. Os mesmos trabalhadores que certamente estarão ávidos por folgas do trabalho nos dias dos jogos.

Durma-se com essa!

Uma utopia sobre uma triste atualidade: A polêmica dos médicos cubanos no Brasil

Acompanhando a polêmica sobre o desenlace do Programa Mais Médicos que culminou (até a publicação deste) na vinda de médicos cubanos para o Brasil, fiz algums comentários em alguns posts do Facebook e achei por bem deixar este aqui:

“Um amigo comentou um fato sobre a vinda dos médicos cubanos: que eles atenderão somente os mais pobres e miseráveis do país.

Pois é. Só neste fato, já há duas coisas bem relevantes que estão sendo desprezadas na mobilização que se vê!

Uma é que os pobres e miseráveis são um eleitorado bastante influenciável justamente por causa da outra coisa que é a extrema carência de assistência do Estado. Ou seja, terreno fértil pra militância de qualquer ideologia política ou econômica.

O que eu quero dizer com isso?

Eu escolhi ser professor já na época que entrei no ensino médio. E fiz essa escolha por ter entendido logo cedo que a gente muda o mundo aos poucos, plantando sementes boas ao longo dos anos. Se você pretende mudar algo, faça mais do que votar e depois de um ou dois anos ficar xingando políticos porque eles frustraram suas expectativas pessoais (pra não falar ‘daquelas mais mesquinhas’).

Pense no próximo, trabalhe duro pelo bem comum! Estude, conheça a verdade e semeie-a entre os seus. Pratique a bondade e a justiça. Pode ser idealismo juvenil meu, mas me parece mais promissor.”

A verdade é que dentre tantas abordagens desse episódio da nossa história recente nenhuma delas parece se ocupar do que é realmente importante. Penso ser uma excelente oportunidade de revermos nossa postura omissa e inconsequente enquanto cidadãos.

Mafalda - sobre a ensinar e aprender