Sobre o humor sem pretensão nenhuma

Antes de mais nada, muita ausência aqui justificada pelo ritmo punk de ser pai, músico, namorado, Analista de

a dor
Douleur Corporelle

Sistemas, lavar, passar entre outros. (meanning vida de pai, órfão, sem grana pra empregar ninguém)

O motivo da minha “incomodação” de vir aqui de madrugada escrever é que recentemente tenho lidado com variações de humor alheio que beiram a insanidade, coisa digna de internação. Sério! Dá medo depois que supero aquela cólera vingativa do tipo “vou dar umas bolachas pra acalmar essa doida em 3… 2… 1…”. (não falo de nenhuma doida em particular, ok?). Acho que se pensarem bem, todo mundo passa por isso pelo menos uma vez no mês. No meu caso, foram várias vezes nos últimos dois.

Eu posso até ser um E.T. que tem a estranha mania de escolher o caminho ensolarado no bosque, e mesmo em meio à tempestade fica cantarolando cantigas de dia de sol, numa insistente postura de não ceder ao lado negro do estado de espírito. Mas putz! Muito complicado o fato de que tem muita gente por aí (e por aqui) que quase parece preferir, de modo doentio, as oscilações do tipo downhill.

Os últimos anos não tem sido muito legais pra mim. Nem por isso as pessoas  do meu convívio precisam enxergar isso. Procuro sempre ficar numa boa com todo mundo e até forço a barra às vezes, reconheço, pra deixar o povo mais feliz com piadas e gracejos que nem sempre funcionam. Povo amargo! Por outro lado tem sido meu elixir de juventude ter me apaixonado de novo quando já não achava que isso seria possível, por ter sido abençoado com uma filha linda, poder tocar de vez em quando entre outras coisas.

Vamos lá. Tudo bem que a vida por aí como ela é não tem sido um grande convite à cantoria matinal com terremotos no Haiti, o povo na Ásia e no Oriente querendo ou explodindo tudo e todos, uma roubalheira descarada aparentemente sem fim dos “eleitos pelo povo” aqui no DF (vou voltar ao assunto) e em todo canto, decepções de toda ordem de má sorte… whatever.

Joye
Joye

 

Oras! Se há ainda algum dualismo e na outra vertente existem coisas digamos inspiradoras como pudim de leite condensado, o twitter d’O Criador e o SAC Divino, o Blog Gravataí Merengue e um bocado de outros aí, ficam as perguntas: Quem é que manda no raio da sua vida? O vento ou teu pensamento? Você tem andado tão down que nem consegue assumir o controle do seu humor e escolher melhor por qual lado seguir? Já cogitou buscar ajuda profissional (não necessariamente religiosa)?

Faço o meu convite para que você, caro leitor, pare de se lamentar e faça como a Ane Bason aqui onde retumba:

[…]
Você morreu e por aqui não sobrou nada
Vá na direção da luz!
Tuas opiniões, tuas regras, tua aprovação
Nada disso mais me conduz.
[…]

Sopre para longe “essa nuvem negra que só quer perturbar” e empenhe-se mais em ficar numa boa. Seja uma companhia agradável para os teus familiares, amigos e colegas de trabalho. Não ponha pra fora de imediato o seu lado primal quando houver um convite aqui de fora. Apresente antes seu lado afável e experimente bons resultados.

http://www.youtube.com/watch?v=gs2bj0508_4

Seja o autor da sua história, não o coadjuvante, ok? Até a próxima madrugada em claro!

Publicado por

Michael Lourant

Pai, profissional de TI, estudante universitário, curioso inveterado e músico nas poucas horas vagas.

10 comentários em “Sobre o humor sem pretensão nenhuma”

    1. (Risos)
      Estou calmo, brother!
      Mas não… nem tudo se resolve com férias na praia e menos ainda num só mês. Uma má escolha de governante por exemplo…
      A idéia aqui é justamente sugerir ao leitor que exorcise os fantasmas que afligem sua paz e sossego evitando uma reação em cadeia negativa!

  1. De verdade é muito estranho você acordar todos os dias com terremoto no Haiti, com encheção de saco da namorada, com o filho crescendo e ficando rebelde (eu não tenho filho mas sou um, e sei o que eu estou dizendo).

    Uma pena não podermos pedir aos nossos amigos anti-culturistas-judaico-cristãos-ocidentais para eles explodirem a câmara legislativa nem o palácio do planalto (eles não falam português), nem podemos dizer as nossas mulheres que uma boneca inflável tem os mesmos buracos que ela têm, mas que é um investimento muito alto quando nós podemos ter de graça, ou apagarmos o baseado do nosso filho na paulada quando ainda está na boca dele, se vc pedir pra jesus dar alegrias pra sua vida ele também não vai vir aqui só pra contar uma piada. Então o que podemos fazer pra retomarmos o controle de nossas vidas e sorrir novamente?

    Pois é meu amigo, não tem resposta, ao contrário só nos leva a mais perguntas, como: “Mandamos alguma vez em nossas vidas?”, “Não é só os idiotas que respondem uma pergunta com outra?“. Pois é, se pergunte quantas vezes vc esteve no comando. Acho que nunca, você é sempre sugerido pelo meio, vc é educado pra tomar decisões que as vezes vc não entende porque toma, sendo que bem no fundo vc não concorda. A culpa não é sua. Nem minha. Não é culpa de ninguém, aos poucos isso vai acabar se tornando normal, e nós não vamos mais nos preocupar com isso, e provavemente nos sentiremos no controle de novo.

    1. Boa reflexão e abordagem, Aimbere.
      Embora pessoalmente eu discorde de alguns pontos, graças ao eficiente empirismo observativo e experimentativo, mais conhecido como “dar com a cara na parede”, vejo em sua abordagem questões bem recorrentes como a falsa sensação de estar de fato no controle da situação.
      Contudo, como disse antes, é possível sim estar sob o controle de muitos aspectos da nossa vida, claro, estando de posse dos elementos adequados. Vícios, mágoas e aflições, carências, desejos, etc, são uns poucos exemplos de elementos de escravização.
      O que tenho defendido, discretamente, é exatamente uma mudança de postura nesse sentido.
      Valeu pelo comentário!

  2. De tudo que já vivi até esses quase 30, posso dizer que a única coisa que tenho como verdade absoluta é que NADA NA VIDA É POR ACASO.

    É difícil entender por que a vida nos impõe posturas. Mas se elas estão impostas, algum propósito existe.

    Quem manda no raio da sua vida é VOCÊ! Mas, você vive sozinho?

    Se dentro da gente, um turbilhão de sentimentos e pensamentos (criados por nossa natureza e pelo que nos cerca) fazem aflorar emoções das mais variadas, a pergunta é: Que postura você vai escolher assumir?

    1. É, Thayssa,

      Você captou a questão! E eis que este é o ponto de partida da minha indagação. Se temos o poder divino (segundo o princípio do questionável livre arbítrio) de escolher como nos portar diante de determinadas situações, porque não optar pelas escolhas positivas ou que tenham como pano de fundo e de fachada os melhores propósitos?
      O meu questionamento, já de longa data, é justamente por que dar espaço pra cólera, mágoa, aflição e demais mazelas, quando podemos extrair das circunstâncias bons ensinamentos.
      Será mesmo tão difícil perceber as mensagens subliminares impressas nos acontecimentos do dia-a-dia? E mesmo que seja e sabendo ser inegável o fato, por que não empenhar-nos em desenvolver as habilidades necessárias para perceber isso e, a partir daí, dar novo rumo às nossas reações viscerais?

  3. Eu acredito que esse seja o propósito: “dar novo rumo às nossas reações vicerais.” É o que tentamos fazer, não?

    Mesmo assim, “cólera, mágoa, aflição e demais mazelas” fazem parte do aprendizado. Eu até acho que sentí-los nos faz mais humanos, ou mais espíritos. Assim como a alegria, o riso, o amor, a tranquilidade.

    Somos senhores das nossas atitudes, mas será que somos senhores dos nossos sentimentos?

    Até esse momento, eu entendo que, não sendo tão senhora dos meus sentimentos quanto eu gostaria, o exercício é empregar meu esforço em não deixar as minhas atitudes ao sabor das ondas de minhas emoções.

    Nesse ínterim, ainda entram as tais posturas que a vida nos impõe, e que, dependendo do momento, estarão ou não a favor da nossa VONTADE.

    E quando não estiverem, o que fazer? Você terá que assumir uma postura. O que levará em conta nessa escolha? Apenas a sua vontade?

  4. PS: recado para Aimberê:

    Se tudo que te prende à sua mulher são os “buracos” que ela te oferece, creio que cometeu um engano ao achar que os tem gratuitamente.

    Se for contar os gastos com mimos para mantê-la ao seu lado (incluindo restaurantes, moteis, presentes, etc) e o risco de ela engravidar e os custos triplicarem, acredite, o investimetno em uma boneca inflável não é nada exorbitante.

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