O Real Problema da Corrupção: conivência

Os corruptos são um problema. Nenhuma novidade nisto. Desvios de dinheiro e obtenção de vantagens imorais na condução fraudulenta de um “negócio”.

Há uma classe de pessoas ainda mais abjeta e muito mais nociva à sociedade, por todo o mal advindo da corrupção. São os apoiadores, admiradores, beneficiários diretos e indiretos dos corruptos. É contra a ação e influência desse tipo de pessoas que devemos trabalhar diuturnamente. Incansavelmente!
deslumbre
Apenas minguando a força motriz que mantém os corruptos com voz ativa e platéia no coreto é que teremos condições de livrar o país deste câncer.

Pra isso funcionar temos que estar melhor preparados pra enxergar os fatos sob um viés menos ideológico. Ampliarmos o campo de visão para camadas mais externas do contexto, compreender o todo e só então eleger as partes cujos ajustes serão prioritários.

Sobre a política em nossos dias

Lá no Post It Na Testa:

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“Tenho lido e visto toda sorte de ataques e acusações de veracidade discutível a respeito dos principais candidatos aos cargos deste pleito eleitoral. Até aqui nenhuma novidade. Nem mesmo algum moribundo anseio de que um dia haja um tipo de Messias no campo político…”

Política: por que assim tão suja e tão retrógrada?

Comentário sobre a choradeira da vez: Copa do Mundo da FIFA 2014

Muito tem se visto e ouvido a respeito das indignações em torno dos preparativos para a Copa do Brasil de 2014. Todos (generalização por licença estética) desde a dita “Imprensa Golpista” até consagrados filósofos moradores de rua já tiveram seu espaço pra reclamar e esbravejar sobre o tema.
Sem fugir da regra o polêmico Luiz Carlos Prates fez o mesmo num vídeo que não vi por total desinteresse, mas prometo colocar o link aqui quando puder.
Mas o que interessa no texto de hoje, a mim pelo menos, é registrar o comentário do amigo Renato Lyon sobre o tal vídeo e também sobre o tema:

Eu conheço o Prates desde os tempos de RBS, todo dia eu o via falar sobre algo. É um babaca ignorante, sempre foi, mas dá IBOPE e por isso tem sempre uma emissora cretina dando espaço pra ele. Isto posto, vamos analisar algumas coisas:

  1. Foda-se quem vai jogar no estádio. Quando as obras atrasaram, não se sabia quem ia jogar lá. A questão não é quem vai jogar lá, seja quem for, a partida é importante para o torneio tanto quanto qualquer outro jogo é. A questão é que se assumiu um compromisso de sediar esses eventos.
    Ninguém veio aqui no Brasil implorar para que sediássemos esses eventos. Nós é que fomos lá IMPLORAR e competir pelo direito de sediar esse evento. E eu não lembro (se alguém se lembra, por gentileza me diga) de filho da puta nenhum protestando naquela época.
    Veja: uma coisa é protestar pelo excesso de gastos, obviamente superfaturados e etc. Outra bem diferente é querer atrapalhar a realização do evento agora. Não é mais hora, infelizmente. Atrapalhar o desenrolar do evento não atingiria em nada quem está nos roubando e nos prejudicando. Pelo contrário, foderia com a imagem do Brasil no exterior. Seria assinar um atestado de incompetência gerencial e técnica do nosso país. Você escolheria um país que não consegue realizar eventos do tipo pra fazer negócios ou faria negócios com a África do Sul, nosso concorrente direto como emergente e que realizou um bom evento? Percebem?
    Isso não pode ser usado como desculpa. Mas cada coisa e cada cobrança no seu lugar e hora, por favor!
  2. Eu me irrito profundamente quando falam mal da esquerda. Por quê? Porque não é porque o PT tem feito maus governos e é PARTE da esquerda no nosso país que a esquerda seja ruim. É mostrar 1/10 da verdade e tomar ela como o todo.
    A direita (Os Governos Militares inclusos) fodeu nosso país. Por dois motivos. O primeiro é que ela é tão incompetente e rouba tanto quanto a esquerda. Nosso problema com a corrupção é apartidário e cultural. E em segundo lugar, o discurso direitista no Brasil depende de somas vultosas para ser realizado, daí nos vemos nas mãos dos EUA e etc. Porque pegamos empréstimos até pra peidar mais bonito, numa mentira que dura muito pouco e não se sustenta. Ficamos com uma dívida maldita dos tempos de direita.
    Dos males o menor. Que trabalhemos apenas pra contornar e sanar um governo corrupto. Porque trabalhar pra sanar e contornar um governo corrupto e perdulario é demais.

O amigo disse o que disse e eu só pude discordar de uma coisa ao mesmo tempo que atendo a uma reivindicação dele:
EU SOU UM FILHO DA PUTA E PROTESTEI NA OCASIÃO DA “COMPETIÇÃO PARA SEDIAR A COPA”. (aqui…) Mas meu protesto foi rechaçado e taxado de antipatriota, babaca e retrógrado.
Já naquela época eu não via a menor vantagem em sediarmos a Copa justamente por não ser um retardado alienado e saber que tudo envolvendo tal evento seria nada menos que pretexto para desvio de vultosos recursos dos cofres do país a custa do suor de todo tipo de trabalhadores, os honestos e os safados. Os mesmos trabalhadores que certamente estarão ávidos por folgas do trabalho nos dias dos jogos.

Durma-se com essa!

Mapa Astral

[Eu]
23 de Maio de 1978, 10h30m
Cruzeiro Novo-DF

(Um brother fez)
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SOL EM GÊMEOS, ASCENDENTE EM CÂNCER – O PSICO-SENSITIVO

Você, Michael, nasceu num horário em que o ascendente era o signo de Câncer. Este signo de Água combina-se ao seu Sol em Gêmeos sugerindo uma pessoa de natureza jovial, mais apta para lidar com questões de ordem artística ou intelectual do que prática. Se outros aspectos do mapa não melhorarem esta predisposição “viajante”, você pode vir a ter problemas no que diz respeito à lide com a realidade.

Câncer ascendente lhe confere uma qualidade mais afetuosa e emotiva. Sendo uma pessoa mais carinhosa do que em geral as pessoas de Gêmeos são, você transmite uma imagem terna, uma natureza dócil, mas talvez mais emotiva do que você gostaria de ser.

Pode, entretanto, ter problemas sérios de dispersão. Gêmeos já é naturalmente um signo dispersivo, e o ascendente em Câncer está associado a uma natureza flutuante, que alterna com a Lua. Por isso mesmo, é preciso cultivar ao máximo a constância em seus empreendimentos, pois hoje você pode sentir grande entusiasmo por um rumo, mas após um tempo a Lua muda e você passa a se interessar por outra coisa. Uma criatividade natural pode ser expressa em atividades artísticas, nem que seja como hobby. Vale a pena investir neste lado, Michael.

Então está bem, não é? (Risos)

Da coisa doida de preferir tocar como terapia

Quem ainda não tinha visto das minhas andanças de dedicação à música como terapia ocupacional pode tentar ver alguns dos links de vídeos (amadores, já alertando) onde toco algumas das músicas que curto.

E se por ventura quiserem ver outros:

Canal de Vídeos do Youtube

Até.

Uma utopia sobre uma triste atualidade: A polêmica dos médicos cubanos no Brasil

Acompanhando a polêmica sobre o desenlace do Programa Mais Médicos que culminou (até a publicação deste) na vinda de médicos cubanos para o Brasil, fiz algums comentários em alguns posts do Facebook e achei por bem deixar este aqui:

“Um amigo comentou um fato sobre a vinda dos médicos cubanos: que eles atenderão somente os mais pobres e miseráveis do país.

Pois é. Só neste fato, já há duas coisas bem relevantes que estão sendo desprezadas na mobilização que se vê!

Uma é que os pobres e miseráveis são um eleitorado bastante influenciável justamente por causa da outra coisa que é a extrema carência de assistência do Estado. Ou seja, terreno fértil pra militância de qualquer ideologia política ou econômica.

O que eu quero dizer com isso?

Eu escolhi ser professor já na época que entrei no ensino médio. E fiz essa escolha por ter entendido logo cedo que a gente muda o mundo aos poucos, plantando sementes boas ao longo dos anos. Se você pretende mudar algo, faça mais do que votar e depois de um ou dois anos ficar xingando políticos porque eles frustraram suas expectativas pessoais (pra não falar ‘daquelas mais mesquinhas’).

Pense no próximo, trabalhe duro pelo bem comum! Estude, conheça a verdade e semeie-a entre os seus. Pratique a bondade e a justiça. Pode ser idealismo juvenil meu, mas me parece mais promissor.”

A verdade é que dentre tantas abordagens desse episódio da nossa história recente nenhuma delas parece se ocupar do que é realmente importante. Penso ser uma excelente oportunidade de revermos nossa postura omissa e inconsequente enquanto cidadãos.

Mafalda - sobre a ensinar e aprender

Brasília, uma JukeBox Paraguaia

JukeBox
Tem uma coisa na cena musical de Brasília que causa vergonha: o que abunda em falta de talento escasseia em humildade.

Não é de se admirar as casas não respeitarem os músicos. Seja no tratamento ant-iprofissional, seja na forma de cachês atrasados, descontados, e condicionados a público pagante. Uns poucos acabam pagando pela falta de “Know How” da maioria.

Muito comum ler por aí no Facebook e Twitter reclames de abusos e falta de respeito com a galera que trabalha entretendo as pessoas nas casas que oferecem música ao vivo.

E mais pernicioso ainda, arrisco dizer, é a plastificação que permeia a cena. Quase ninguém inova, até por não ser tarefa fácil quando o público não absorve bem as novidades, por falta de critério mesmo, e ficamos todos imitando um formato que o público aceita sem chiar.

Por estas e outras sempre procurei investir na música enquanto entusiasta, como minha terapia ocupacional. Prefiro isto a ser mais um enlatado nessa JukeBox que está a cena musical de Brasília.

Tem uma galera cuja atuação musical eu admiro e respeito. Por que não dizer até invejo um pouco. Este meu superficial diagnóstico não diz respeito a eles, mas sim ao contexto geral.

E antes de me atirarem pedras, respondam pra si mesmos por que algumas poucas boas bandas “DE BRASÍLIA” tocam muito mais fora do DF do que aqui?

Ah, o álcool esse pretexto danadinho

O consumo de álcool sempre esteve presente em diversos ritos ao longo dos séculos e da mitologia. Quem estudou o Ensino Regular ou foi minimamente curioso sobre as origens das diversas bebidas alcoólicas (http://br.drugfreeworld.org/drugfacts/alcohol.html) sabe disso. Ao longo de minha curta vida eu pude experimentar episódios que remontam alguns daqueles registros históricos.

Annonymous Alcoholic

Mas se por um lado eu tive alguns prejuízos materiais e morais, e isto não inclui ter sido molestado (risos), por outro lado me permitiu aprender também que este dito acaba por exercer um papel um tanto quando assustador na vida da gente quando estamos passando por problemas, sejam eles quais forem, desde pequenas paranóias até problemas profissionais e familiares.

Tendo vivido bons e maus momentos, passei a deixar de lado a imprudência juvenil do consumo descuidadoso de álcool e só então pude manter com ele a estrita relação do prazer da degustação e do torpor controlado.

Infelizmente não é o que se vê por aí e neste sentido eu sou apoiador da Tolerância Zero para álcool e direção. A recente escalada do rigor da punição para quem for pego dirigindo sob efeito de álcool pode não ser uma solução definitiva (e não será) para o problema, mas certamente vai fazer alguns sabidos pensar bem antes de se aventurar.

Entretanto a minha motivação em escrever este post de hoje nem tem nada a ver com bebida e direção. Tem a ver com a infalível capacidade do álcool de reduzir as faculdades mentais das pessoas a um estado tão primitivo e selvagem que me causa profunda descrença na humanidade.

Se você aprecia o consumo de álcool, tenha pelo menos o cuidado de entender como aquelas reações químicas afetam sua vida e a vida das pessoas que te cercam.< !> Quem sabe você consiga dar um passo adiante neste hábito tão controverso e não mais estrelar episódios vexatórios.

Vida de Músico em Terra de Faroeste Caboclo

Após algum tempo desde a primeira vez que resolvi me aventurar a tocar em estabelecimentos que ofereciam música ao vivo a seus clientes passei a ver com outros olhos, estarrecidos, adianto, como funciona a cena musical aqui por estas bandas. [trocadilho incidental]

Desde sempre sou fascinado por música. Minha avó conta que eu já cantava Lulu Santos com certo primor antes mesmo de entender do que se tratava. Anos depois, quando troquei um vídeo game que havia ganhado de presente da minha madrinha (que teve que fazer um certo malabarismo pra convencer meu primo a abrir mão dele) pelo meu primeiro violão, pude vivenciar essa paixão de maneira mais efetiva. Era muito frequente eu promover luaus regados a vinho e Di Giorgio na Praça dos Três Poderes, Orla do Lago Norte…, para os quais sempre convidava amigos e parentes.

Certo dia, meio que de brincadeira, propus à Luiza Neiva, amiga e dona do Café com Letras, que eu fizesse a trilha sonora da noite. Ela topou na hora e foi um barato a minha estréia nessa brincadeira de tocar pra outros ouvintes além de mim mesmo. Lembro que foi meio delicado pra mim receber o couvert artístico ao final de um evento que promovi pra meu deleite pessoal. A grana não estava nos meus planos.

Perto dessa época comecei a tocar com meu irmão que já vinha de uma razoável experiência tocando “profissionalmente” em várias iniciativas e vertentes musicais mesmo sendo mais novo. A Radiola de Cordas formou-se a partir dessa vontade de tocar as músicas que a gente curtia ouvir desde moleques.

Bom pra nós que essa vontade não é só nossa. A gente encontra eco nas pessoas que nos ouvem pelos casamentos, shoppings, escolas, festas, eventos e bares onde tocamos e eis aqui uma receita feliz pra quem é proprietário de bares ou promotor de eventos: oferta e procura. Julgo apropriado dizer que Brasília tem uma grande carência de espaços adequados pra quem curte música. Vide a polêmica do fechamento do Café da Rua 8 e a questionável atuação da AGEFIS frente ao problema.

Já aqui neste ponto a coisa toda passa a assumir outros contornos. Graves, acrescento, pra quem opta por garantir seu sustento com a grana paga pelos dotes musicais.

Atualmente não existem muitos instrumentos legais que satisfaçam as reais necessidades do exercício profissional, salvo nos casos de músicos de orquestras sinfônicas (país afora) que passam por concursos públicos e tem nisso uma carreira relativamente próspera.

Apesar de caduca a Lei 3.857 de 1960 instituiu a OMB com o objetivo de garantir suporte legal à atividade do músico profissional. Mas há um certo furor por parte de alguns músicos para acabar com a OMB quando o esforço, na minha humilde opinião, deveria ser justamente de fortalecer a instituição e por meio dessa representação buscar a reformulação da legislação no sentido de garantir alguma dignidade.

Longe dessa longa discussão legal que é multi facetada está a realidade de quem toca pra fazer a animação de quem está desfrutando de seu momento de lazer.

Até onde sei há duas modalidades de pagamento praticadas por estas cercanias: couvert artístico, cobrado pelo estabelecimento dos frequentadores para os músicos e o cachê fixo, valor pré-estabelecido.

No primeiro caso, o primeiro problema: há quem diga que o couvert artístico não é obrigatório e por isso alguns donos/gerentes de estabelecimento valem-se desta informação dúbia para suprimir dos músicos a paga pelos serviços prestados.

Se você costuma frequentar bares que cobram couvert artístico, reflita sobre isso quando for pagar a conta. Mesmo que o músico seja ruim ou não tão bom quanto você gostaria, considere jogar limpo com ele pois ele provavelmente tira disso o sustento dele e vai gostar do feedback que favoreça seu aprimoramento.

Há um outro problema: como muitos pagamentos de conta são feitos com cartões de débito e crédito acontece sempre de o pagamento pelas horas de animação ser adiado de acordo com a conveniência dos donos/gerentes de bares. Absurdo? E quando o dono do estabelecimento tira do couvert artístico percentual referente ao custo das transações com cartão?

Eu resolvi escrever sobre esse assunto porque ao longo de 7 anos me deparei com várias situações dessas e vejo o quanto ela afeta pessoas que, como disse antes, fazem da música seu ganha-pão.

Mesmo sendo um Analista de Sistemas que nas horas vagas se diverte tocando e ganha o bastante pra financiar apenas a manutenção dos equipamentos e instrumentos que uso pra vivenciar essa paixão de família, já tomei muitos calotes de gente que não tem um “semi-fuso” de respeito pelo trabalho dos outros.

E olha que eu não uso equipamentos de primeira linha, que no Brasil, em Brasília especialmente, chegam a custar de 2 a 5 vezes o que ganha um Analista de Sistemas de nível pleno. (Veja exemplo)

Momento Recados

Se você é músico, organize-se, profissionalize-se para oferecer o melhor da sua veia artística e dela tirar sua retribuição de forma justa e gratificante.

Se você é apreciador de música, procure dar preferência a estabelecimentos e eventos que respeitam os artistas que trabalham durante suas horas de entretenimento.

Se você é dono/gerente de estabelecimento, procure valorizar seus clientes e os artistas mantendo seu negócio próspero.