Desafeição musical

Outro dia conversava com amigos como costuma acontecer sempre, pra minha infelicidade (exagero no modo On) alguém mencionou a Pitty Leone.
Antes de eu continuar, vamos combinar que não a conheço além que a mídia mostrou até hoje. Fique claro também que não sou nenhum profissional do ramo e por isso não tenho nenhum objetivo mercadológico a respeito.
Da primeira vez uma amiga minha, com quem eu eventualmente compartilhava músicas que eu achava legais, emprestou-me um CD e me disse pra escutar e dizer pra ela se eu gostava.
Naquela época eu tinha mais facilidade pra ouvir música atento também ao trabalho. Era um tanto mais simples ter o que fazer sem a pressão de gente sem noção nenhuma de gestão*.
Fato é que eu ouvi o CD umas 5 vezes em várias ordens diferentes. E em nenhuma delas foi possível gostar de nada do que tinha ouvido. Não por demérito da banda que fez bem o seu trabalha naquele disco.
Comentei meu desagrado com a Rapha e ficou por isso mesmo.
Um tempo depois ela me trouxe o mais novo trabalho da mina que tinha acabado de ser lançado. Fiz uma força pra me isentar e ouvi o disco novo.
Lembro-me claramente de ter notado uma razoável melhora na sonoridade da banda, coisas de produção e arranjos e tal. Mas ainda me incomodava (sim, incômodo mesmo) aquela pessoa cantando letras que pareciam ter saído de uma diário de uma punk-rocker-rebelde-sem-causa com uma afinação incomum.
Algumas pessoas dizem que o Herbert Viana não sabe cantar e tal. Bem, ele não tem uma voz aveludada que o ajude na missão mas ele sabe sim cantar e tem feito com isso uma carreira motivadora.
Não bastasse a guria não ser minimamente afinada o timbre de voz dela, com o auxílio nada luxuoso do piercing na língua, consegue ser cliente certa para uma clínica de fonoaudiologia. ‘Cantora’ com língua presa é pior que locutor gago.
Ah, mas pode alguém dizer que ela é só mais uma carinha bonita no meio musical. Eu digo que não. A Pitty está mais no nível da Joelma que canta muito melhor que ela e fez alguma plásticas já.
Então fica aí meu post que nem vai ser lido por ela mesmo e se for, ‘que bom’. Eu bem deveria nem dar publicidade pra ela porque além dela não estar à altura disso isso nem vai fazer diferença no orçamento.
Mas o real objetivo deste post era recomendar que atentem pra o que você anda consumimdo. Conteúdo é tudo!

(*Minhas críticas eventuais a aspectos da minha vida profissional poderão permear textos de outros temas)

Um esclarecimento sobre a expressão o Ó

Letras
livros

É muito comum em conversas informais se ouvir alguém dizer coisa como “Nossa, horário de verão é o Ó” expressando seu desagrado com o fato de ter que ajustar seus relógios e mudar sua rotina de sono. Este aqui é um exemplo fácil, mas isso ocorre com uma freqüência assustadora pra um preciosista como eu.

A ultra popular expressão em sua versão mais coloquial é nada menos que uma forma breve de dizer o ó do borogodó. Trata-se de uma expressão relativamente antiga muito comum entre nordestinos e de algum tempo para cá vem perdendo seu significado original.

Embora a banda Rumbora não tenha tido tanta influência na cultura popular, é possível que o autor tenha contribuído com essa perda de significado pois em uma das músicas mais conhecidas da banda que leva a expressão como título ele utiliza-se dela em sentidos bem distintos:

Eu te disse que ela é doida , indigesta
O Ó do Borogodó
Olho pra ela, viro pergo, tremo, viro pó
E ainda piora tentar fingir ser o maneiro…

e

“Essa menina é
Ó do Borogodó
Me deixa doido, alucinado
Um mané di dar dó…”

Vasculhando a internet sobre o assunto encontrei um Blog (Daniel Santana) em que o autor dá uma interpretação ao meu ver bastante pessoal e incorrendo em um equívoco similar ao mencionado acima.

Segundo o Dicionário Michaelis em sua versão on-line no Uol (http://bit.ly/aslVBX) o verbete é apresentado assim:

borogodó

sm pop Atrativo físico muito peculiar.

Ora, o “ó” do borogodó é a vogal tônica. Trata-se então de uma singularidade, um valor extra entre os demais “o” da palavra.

Confirmando o registro léxico acima (minha querida Nerd amiga @flavialabanca não gosta desses formalismos meus) encontrei outro Blog (Estranho Mundo de Lena) em que a autora da uma descrição bem interessante:

“Que me desculpem os belos, mas BOROGODÓ é fundamental. Sim, Vinícius estava errado quando falou que era a beleza. Ele ainda não conhecia o borogodó. Fenômeno interessante que acontece com alguns mortais que não nasceram com o padrão estético vigente, mas são dotados de um brilho que chama a atenção de qualquer um…”

Ainda nessa linha uma outra autora (Rosa Pena) traz uma explicação referenciando um equivalente em Inglês.

“Lembrei-me da Cris, minha querida amiga portuguesa, que andou questionando o que seria borogodó.

Esse termo é que nem saudade, sem tradução. Tem que sentir para entender.

Quem tem it não precisa ser uma Brastemp pra gente jurar que a pessoa é maravilhosa. São os portadores de um brilho bonito no olhar, possuem sensibilidade para ouvir os outros, um sorriso que desencana qualquer grilo, um jeito de mexer as mãos como se quisessem acariciar nosso rosto e a gentileza de oferecer a cadeira da frente pro mais baixo…” (Rosa Pena in “Ter ou não ter borogodó“, Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.)

Então se borogodó refere-se, popularmente, a um atrativo físico (ou de personalidade) peculiar como em “repare no borogodó dessa moça“, a expressão “o ó do borogodó” refere-se ao detalhe mais precioso, superlativo do mencionado atributo peculiar.

Como se pode notar utiliza-se largamente e de modo equivocado essa forma reduzida em sentido oposto, relacionando o tal “ó” a um certo orifício da anatomia humana por alguma e, assim em sentido pejorativo. Não é tão difícil entender esse fenômeno e sua popularização se o associarmos ao crescimento das redes sociais e à inclusão digital.

Estes dois últimos fatores, inclusive, são responsáveis pelo que eu considero mais uma atrocidade que se comete largamente com a Língua Portuguesa e, pior ainda, com a história de um dos maiores e mais respeitados lexicógrafos do país, Aurélio Buarque de Hollanda. A notícia de uma nova edição mais “tecnológica” causou-me algum estarrecimento pela inclusão de termos que não são originários de nossa língua e contribuem para um empobrecimento cada vez maior, também impulsionado pela Inclusão Digital e popularização das Redes Sociais.

Nada contra esses fenômenos. Mas isto é assunto pra outro texto aqui no LB&A.

Divulgue essa informação e favoreça a sobrevida da língua portuguesa.

Sobre o humor sem pretensão nenhuma

Antes de mais nada, muita ausência aqui justificada pelo ritmo punk de ser pai, músico, namorado, Analista de

a dor
Douleur Corporelle

Sistemas, lavar, passar entre outros. (meanning vida de pai, órfão, sem grana pra empregar ninguém)

O motivo da minha “incomodação” de vir aqui de madrugada escrever é que recentemente tenho lidado com variações de humor alheio que beiram a insanidade, coisa digna de internação. Sério! Dá medo depois que supero aquela cólera vingativa do tipo “vou dar umas bolachas pra acalmar essa doida em 3… 2… 1…”. (não falo de nenhuma doida em particular, ok?). Acho que se pensarem bem, todo mundo passa por isso pelo menos uma vez no mês. No meu caso, foram várias vezes nos últimos dois.

Eu posso até ser um E.T. que tem a estranha mania de escolher o caminho ensolarado no bosque, e mesmo em meio à tempestade fica cantarolando cantigas de dia de sol, numa insistente postura de não ceder ao lado negro do estado de espírito. Mas putz! Muito complicado o fato de que tem muita gente por aí (e por aqui) que quase parece preferir, de modo doentio, as oscilações do tipo downhill.

Os últimos anos não tem sido muito legais pra mim. Nem por isso as pessoas  do meu convívio precisam enxergar isso. Procuro sempre ficar numa boa com todo mundo e até forço a barra às vezes, reconheço, pra deixar o povo mais feliz com piadas e gracejos que nem sempre funcionam. Povo amargo! Por outro lado tem sido meu elixir de juventude ter me apaixonado de novo quando já não achava que isso seria possível, por ter sido abençoado com uma filha linda, poder tocar de vez em quando entre outras coisas.

Vamos lá. Tudo bem que a vida por aí como ela é não tem sido um grande convite à cantoria matinal com terremotos no Haiti, o povo na Ásia e no Oriente querendo ou explodindo tudo e todos, uma roubalheira descarada aparentemente sem fim dos “eleitos pelo povo” aqui no DF (vou voltar ao assunto) e em todo canto, decepções de toda ordem de má sorte… whatever.

Joye
Joye

 

Oras! Se há ainda algum dualismo e na outra vertente existem coisas digamos inspiradoras como pudim de leite condensado, o twitter d’O Criador e o SAC Divino, o Blog Gravataí Merengue e um bocado de outros aí, ficam as perguntas: Quem é que manda no raio da sua vida? O vento ou teu pensamento? Você tem andado tão down que nem consegue assumir o controle do seu humor e escolher melhor por qual lado seguir? Já cogitou buscar ajuda profissional (não necessariamente religiosa)?

Faço o meu convite para que você, caro leitor, pare de se lamentar e faça como a Ane Bason aqui onde retumba:

[…]
Você morreu e por aqui não sobrou nada
Vá na direção da luz!
Tuas opiniões, tuas regras, tua aprovação
Nada disso mais me conduz.
[…]

Sopre para longe “essa nuvem negra que só quer perturbar” e empenhe-se mais em ficar numa boa. Seja uma companhia agradável para os teus familiares, amigos e colegas de trabalho. Não ponha pra fora de imediato o seu lado primal quando houver um convite aqui de fora. Apresente antes seu lado afável e experimente bons resultados.

http://www.youtube.com/watch?v=gs2bj0508_4

Seja o autor da sua história, não o coadjuvante, ok? Até a próxima madrugada em claro!

Um comentário sobre “Garçon, por obséquio, um saco de pão pra eu enfiar minha cara”

Olá, gente de bem…

Muito tempo sem escrever (adivinhem porquê!) mas cá estou eu trazendo o comentário que fiz no Blog da DonaFabis (ai ai meu coração que se aguente!). Infelizmente não tenho como trazer o texto na íntegra, mas basta saberem que trata-se de um pequeno incidente ocorrido quando esta debulhava o álbum de fotos de uma Amiga.

Ao deparar-se com a ausência de sua foto no álbum intitulado “>>>AMIGOS<<<” a mesma foi de súbito tomada por um sentimento nada legal (etc. etc…). A ausência naquele álbum foi logo esclarecida quando encontrou-se lembrada num outro que a colocava num patamar superior das relações afetivas…

Daí comento o que segue:

Trabalhando no ramo de TI já há algum tempo, fiquei mais horas com os olhos diante do micro que dentro das pálpebras, pude acompanhar desde seu início a revolução que o Orkut representa nas relações humanas. Primeiro por viabilizar reencontros inimagináveis em outras ferramentas de interação na Web. Depois, de modo assustador, por promover desencontros também impensáveis…

Essa revolução, que vem ocorrendo em paralelo com outras tantas que só de lembrar assustam os mais conservadores ou temerosos tradicionalistas, tem sim causado muito mais estardalhaço na vida do que podem suportar os “menos resolvidos” com questões como individualidade, privacidade, fidelidade, dentre outras também polêmicas.

Sobre o tema do Post umas pessoas empenharam-se em criar uma comunidade de que faço parte num ato de protesto: “O Orkut por vezes me fode” ou coisa parecida.

É impressionante ver como somos afetados por nossas opiniões e relatos. Há algum tempo atrás eu mesmo me vi sendo forçado a mudar minha forma de tratar amigos(as) no Orkut [nada diferente do que fazia pessoalmente] pelo fato de que isso abalava as opiniões sobre a “exclusividade” dos meus sentimentos.

Aqui temos um caso de final feliz em que tudo se esclarece sem novela. Mas não são comuns estes casos. O mais comum é a opção pelo “Orkuticídio” em detrimento da liberdade de expressão.

Já cogitei algumas vezes ato trágico expresso no neologismo acima, mas também num ato de protesto rebati as acusações e permaneci. A partir daí, como consequência inevitável, minha apatia participativa no Orkut está há “milênios luz” do que eu sou pessoalmente.

Será que isso é bom ou ruim? Será que tenho mesmo dupla personalidade? Oh God! Help me!

Quanto á ao amor [tratado naquele Post]… bem… isto é tema pra outro comentário… talvez mais longo que este…