Compreendendo o Intervencionismo

Em 27/11/2017 no Facebook:

Ainda que eu discorde do discurso dos Intervencionistas, eu compreendo totalmente sua motivação.

Batalhando há mais de dois anos contra picaretagem escancarada na adm. do condomínio onde moro, tentando manter informados das normas a serem seguidas e mobilizados os condôminos pra que as coisas funcionem minimamente bem, chega uma hora que a gente percebe que a única saída parece ser apelar pra ignorância mesmo.

E apelar pra ignorância é uma assunção esculachada de incompetência da inteligência, porque como dizem nos fronts, é com fogo que se combate o fogo. (Ou algo assim!)

Os meios legais, o diálogo, a paciência não servem de porra nenhuma quando você vive num país repleto de ignorantes, aproveitadores, preguiçosos e aquela parcela iluminada de gente que simplesmente está pouco se fodendo pro próximo porque acha que nunca será afetado por estar acima disso tudo.

Percebem?

Não adianta xingar o nem o [boçal do] Bolsonaro. Milhões de pessoas vão votar nos dois porque simplesmente ninguém está nem aí ou não teve formação escolar adequada que o habilite a compreender o tamanho da merda em que estamos todos.

Nosso desafio enquanto democracia jovial e frágil é forjar nessas pedras brutas que chamamos de “Consciência Política” a habilidade de dialogar e construir soluções, FROM THE SCRATCH!

Vai dar uma puta mão de obra e duvido que nossa geração colha frutos desse semear. Mas me parece ser infinitamente mais promissor do que esperar a volta do messias (o de Jerusalém, PLMDDS!) ou que um meteoro do tamanho do estado Amazonas venha nos livrar de nós mesmos.

Não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo. -Paul Pilzer

Sobre o humor sem pretensão nenhuma

Antes de mais nada, muita ausência aqui justificada pelo ritmo punk de ser pai, músico, namorado, Analista de

a dor
Douleur Corporelle

Sistemas, lavar, passar entre outros. (meanning vida de pai, órfão, sem grana pra empregar ninguém)

O motivo da minha “incomodação” de vir aqui de madrugada escrever é que recentemente tenho lidado com variações de humor alheio que beiram a insanidade, coisa digna de internação. Sério! Dá medo depois que supero aquela cólera vingativa do tipo “vou dar umas bolachas pra acalmar essa doida em 3… 2… 1…”. (não falo de nenhuma doida em particular, ok?). Acho que se pensarem bem, todo mundo passa por isso pelo menos uma vez no mês. No meu caso, foram várias vezes nos últimos dois.

Eu posso até ser um E.T. que tem a estranha mania de escolher o caminho ensolarado no bosque, e mesmo em meio à tempestade fica cantarolando cantigas de dia de sol, numa insistente postura de não ceder ao lado negro do estado de espírito. Mas putz! Muito complicado o fato de que tem muita gente por aí (e por aqui) que quase parece preferir, de modo doentio, as oscilações do tipo downhill.

Os últimos anos não tem sido muito legais pra mim. Nem por isso as pessoas  do meu convívio precisam enxergar isso. Procuro sempre ficar numa boa com todo mundo e até forço a barra às vezes, reconheço, pra deixar o povo mais feliz com piadas e gracejos que nem sempre funcionam. Povo amargo! Por outro lado tem sido meu elixir de juventude ter me apaixonado de novo quando já não achava que isso seria possível, por ter sido abençoado com uma filha linda, poder tocar de vez em quando entre outras coisas.

Vamos lá. Tudo bem que a vida por aí como ela é não tem sido um grande convite à cantoria matinal com terremotos no Haiti, o povo na Ásia e no Oriente querendo ou explodindo tudo e todos, uma roubalheira descarada aparentemente sem fim dos “eleitos pelo povo” aqui no DF (vou voltar ao assunto) e em todo canto, decepções de toda ordem de má sorte… whatever.

Joye
Joye

 

Oras! Se há ainda algum dualismo e na outra vertente existem coisas digamos inspiradoras como pudim de leite condensado, o twitter d’O Criador e o SAC Divino, o Blog Gravataí Merengue e um bocado de outros aí, ficam as perguntas: Quem é que manda no raio da sua vida? O vento ou teu pensamento? Você tem andado tão down que nem consegue assumir o controle do seu humor e escolher melhor por qual lado seguir? Já cogitou buscar ajuda profissional (não necessariamente religiosa)?

Faço o meu convite para que você, caro leitor, pare de se lamentar e faça como a Ane Bason aqui onde retumba:

[…]
Você morreu e por aqui não sobrou nada
Vá na direção da luz!
Tuas opiniões, tuas regras, tua aprovação
Nada disso mais me conduz.
[…]

Sopre para longe “essa nuvem negra que só quer perturbar” e empenhe-se mais em ficar numa boa. Seja uma companhia agradável para os teus familiares, amigos e colegas de trabalho. Não ponha pra fora de imediato o seu lado primal quando houver um convite aqui de fora. Apresente antes seu lado afável e experimente bons resultados.

http://www.youtube.com/watch?v=gs2bj0508_4

Seja o autor da sua história, não o coadjuvante, ok? Até a próxima madrugada em claro!