Brasília, uma JukeBox Paraguaia

JukeBox
Tem uma coisa na cena musical de Brasília que causa vergonha: o que abunda em falta de talento escasseia em humildade.

Não é de se admirar as casas não respeitarem os músicos. Seja no tratamento ant-iprofissional, seja na forma de cachês atrasados, descontados, e condicionados a público pagante. Uns poucos acabam pagando pela falta de “Know How” da maioria.

Muito comum ler por aí no Facebook e Twitter reclames de abusos e falta de respeito com a galera que trabalha entretendo as pessoas nas casas que oferecem música ao vivo.

E mais pernicioso ainda, arrisco dizer, é a plastificação que permeia a cena. Quase ninguém inova, até por não ser tarefa fácil quando o público não absorve bem as novidades, por falta de critério mesmo, e ficamos todos imitando um formato que o público aceita sem chiar.

Por estas e outras sempre procurei investir na música enquanto entusiasta, como minha terapia ocupacional. Prefiro isto a ser mais um enlatado nessa JukeBox que está a cena musical de Brasília.

Tem uma galera cuja atuação musical eu admiro e respeito. Por que não dizer até invejo um pouco. Este meu superficial diagnóstico não diz respeito a eles, mas sim ao contexto geral.

E antes de me atirarem pedras, respondam pra si mesmos por que algumas poucas boas bandas “DE BRASÍLIA” tocam muito mais fora do DF do que aqui?

O Brazil da Copa de 2014 e a Telefonia [Móvel] de 1950*

A telefonia móvel se tornou item de primeira necessidade no país, tanto para o uso pessoal, quanto para o desenvolvimento do setor público e privado. No início do ano a ONU publicou um relatório sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação, e, não era segredo pra ninguém, o Brasil apareceu como o país em que o custo deste serviço é o mais caro entre os países em desenvolvimento.

A gente paga caro e o mais legal, é que ninguém sabe quais as exigências a ANATEL faz para que as nossas “queridas e amadas” operadoras de telefonia, tal como são desconhecidas da população as medidas promovidas pela agência para garantir a melhoria contínua dos serviços, as sanções que já foram aplicadas em razão do descumprimento dos termos dos contratos de concessão e dos serviços além de abusos cometidos contra o direito do consumidor.

Resultado do cenário acima é que as operadoras prestam serviços com preços extorsivos, qualidade que de tão ruim torna quase nula a prestação do mesmo, não dispõem de mecanismos eficazes de solução de problemas técnicos dos mais simples aos mais complexos, profissionais das linhas de atendimento mal capacitados e a ANATEL, concebida para garantir que as empresas concessionárias prestem serviços de ponta pra população, porta-se como um enorme cabide de empregos e instrumento de articulação política fechando os olhos diante desse cenário caótico e vergonhoso em que se encontra o sistema de telecomunicações no Brasil.

O país da Copa de 2014 vivendo a derrota de 1950 na Saúde, Infraestrutura, Segurança, Tecnologia e Educação.

Portanto, ANATEL, rogai por nós.

Discernimento em Ampolas

AmpolasDesde que comecei a ter alguma compreensão de como a vida funciona eu passei a admirar um traço humano por demais bacana: a inteligência, sobretudo quando ela se manifesta por meio do discernimento.

O tal discernimento atua como uma espécie de filtro que, no limiar da nossa individualidade, nos permite agir mais primitivamente ou mais racionalmente na proporção do desenvolvimento deste traço em nós.

Em algumas linhas de pensamento diz-se ainda que o discernimento nos permite agir mais de acordo com os desígnios Divinos em nossa vida.

Ao longo do meu desenvolvimento como pessoa adulta aprendi a valorizar a real necessidade de aprimorar esse traço e felizmente essa incessante busca tem me tornado capaz de administrar situações em que o meu eu primitivo cometeria deslizes que me trariam muito arrependimento.

Não que eu não os tenha cometido, mas sem discernimento os meus deslizes também não me serviriam de aprendizado nenhum.

O que se vê mais notoriamente é que as inúmeras mazelas que nossa geração enfrenta, desde a vida pessoal/familiar até a vida social mais ampla atuam por vezes de modo a desligar essa característica tão fundamental.

Por mais absurdo que possa parecer o título do Post It Na Testa de hoje ele reflete um anseio utópico de que se descubra uma forma de sintetizar o discernimento pra que ele seja administrado em ampolas como a Benzetacil.

Eu prefiro comparar com a Benzetacil porque ela está entre as injeções menos ‘amadas’, mas quando administrada elimina a infecção em poucas horas.

A maior vantagem das ampolas, além da cura quase instantânea, é que tal qual a Benzetacil ia dar pra prender o paciente entre as pernas e aplicar na força bruta como minha amada [super] avó Iracema fazia quando eu era moleque e esperneava com medo da injeção.

Obrigado, vó! Te devo minha vida!

Sobre o humor sem pretensão nenhuma

Antes de mais nada, muita ausência aqui justificada pelo ritmo punk de ser pai, músico, namorado, Analista de

a dor
Douleur Corporelle

Sistemas, lavar, passar entre outros. (meanning vida de pai, órfão, sem grana pra empregar ninguém)

O motivo da minha “incomodação” de vir aqui de madrugada escrever é que recentemente tenho lidado com variações de humor alheio que beiram a insanidade, coisa digna de internação. Sério! Dá medo depois que supero aquela cólera vingativa do tipo “vou dar umas bolachas pra acalmar essa doida em 3… 2… 1…”. (não falo de nenhuma doida em particular, ok?). Acho que se pensarem bem, todo mundo passa por isso pelo menos uma vez no mês. No meu caso, foram várias vezes nos últimos dois.

Eu posso até ser um E.T. que tem a estranha mania de escolher o caminho ensolarado no bosque, e mesmo em meio à tempestade fica cantarolando cantigas de dia de sol, numa insistente postura de não ceder ao lado negro do estado de espírito. Mas putz! Muito complicado o fato de que tem muita gente por aí (e por aqui) que quase parece preferir, de modo doentio, as oscilações do tipo downhill.

Os últimos anos não tem sido muito legais pra mim. Nem por isso as pessoas  do meu convívio precisam enxergar isso. Procuro sempre ficar numa boa com todo mundo e até forço a barra às vezes, reconheço, pra deixar o povo mais feliz com piadas e gracejos que nem sempre funcionam. Povo amargo! Por outro lado tem sido meu elixir de juventude ter me apaixonado de novo quando já não achava que isso seria possível, por ter sido abençoado com uma filha linda, poder tocar de vez em quando entre outras coisas.

Vamos lá. Tudo bem que a vida por aí como ela é não tem sido um grande convite à cantoria matinal com terremotos no Haiti, o povo na Ásia e no Oriente querendo ou explodindo tudo e todos, uma roubalheira descarada aparentemente sem fim dos “eleitos pelo povo” aqui no DF (vou voltar ao assunto) e em todo canto, decepções de toda ordem de má sorte… whatever.

Joye
Joye

 

Oras! Se há ainda algum dualismo e na outra vertente existem coisas digamos inspiradoras como pudim de leite condensado, o twitter d’O Criador e o SAC Divino, o Blog Gravataí Merengue e um bocado de outros aí, ficam as perguntas: Quem é que manda no raio da sua vida? O vento ou teu pensamento? Você tem andado tão down que nem consegue assumir o controle do seu humor e escolher melhor por qual lado seguir? Já cogitou buscar ajuda profissional (não necessariamente religiosa)?

Faço o meu convite para que você, caro leitor, pare de se lamentar e faça como a Ane Bason aqui onde retumba:

[…]
Você morreu e por aqui não sobrou nada
Vá na direção da luz!
Tuas opiniões, tuas regras, tua aprovação
Nada disso mais me conduz.
[…]

Sopre para longe “essa nuvem negra que só quer perturbar” e empenhe-se mais em ficar numa boa. Seja uma companhia agradável para os teus familiares, amigos e colegas de trabalho. Não ponha pra fora de imediato o seu lado primal quando houver um convite aqui de fora. Apresente antes seu lado afável e experimente bons resultados.

http://www.youtube.com/watch?v=gs2bj0508_4

Seja o autor da sua história, não o coadjuvante, ok? Até a próxima madrugada em claro!